Inicio esta reflexão com as palavras do Papa Francisco na ocasião do Dia Internacional da Mulher em 2018, em que nos lembrou da importância histórica do papel feminino na igreja e do seu trabalho evangelizador: “As primeiras testemunhas da ressurreição são as mulheres. E isto é bonito. Esta é um pouco a missão das mulheres”.
Esse é o dom das mulheres que permeiam nossas vidas, o dom divino de ter a sensibilidade para amar e se doar naturalmente em suas ações e trabalhos. Assim fez Maria, Mãe Santíssima de Jesus, nas bodas de Caná, quando viu que faltava vinho e intercedeu pelos noivos em suas necessidades.
O Papa ainda concluiu o seu discurso citando a presença das mulheres no Vaticano em cargos importantes, como a teóloga Anne-Marie Pellettier, autora das meditações para a Via Sacra.
Na Congregação Salesiana não é diferente. Dom Bosco teve o grande apoio da sua mamãe Margarida em sua obra. Cito também as beatas salesianas Alexandrina da Costa, Eusebia Palomino, Laura Vucunha, Madalena Morano, Maria Romero Meneses e Maria Troncatti, e as veneráveis Dorotea de Chopitea, Laura Meozzi e Teresa Valse Pantellini.
Também trago como exemplo a cofundadora do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, Santa Maria Domingas Mazzarello, considerada o “braço feminino” da proposta pedagógica salesiana. Quando se completaram 150 anos do primeiro encontro de Dom Bosco com Maria Mazzarello, a Agência Salesiana de Informações (InfoANS) publicou um artigo deixando bem claro essa afirmação:
Lê-se na Cronistória: “Dom Bosco chega a Mornese com os seus jovens em 1864 para abrir um colégio aos meninos do lugar. Maria olha para ele e exclama: “Dom Bosco é um santo, eu o sinto”. Dom Bosco visita a pequena oficina das Filhas da Imaculada e fica muito impressionado”. Com o passar dos anos há uma mudança de sentido: de pontos de vista, de proposta-aceitação, de partilha, de colaboração em vista do surgimento e da consolidação de uma nova realidade para a qual convergem os dois polos da relação, correspondendo não apenas psicologicamente e espiritualmente, mas também historicamente. De fato, Maria Domingas foi para Dom Bosco um verdadeiro “auxílio”, precisamente, pela sua compreensão e intuição feminina na percepção do carisma salesiano e pelo seu empenho total e absoluto ao levar à realização um desígnio providencial. A sua contribuição na fundação do Instituto foi, portanto, substancial.
(InfoANS: “150 anos da primeira visita de Dom Bosco a Mornese”).
Em Joinvile, no Centro Educacional Dom Bosco, contamos com muitas mulheres que são luz no caminho de todos que por aqui passam, principalmente os jovens. São elas: Adriane, Beatriz, Celinha, Gislaine, Grasiele, Hédir, Heloisa, Janete, Juliana, Karine, Mariana Mariane, Michele, Nice, Rosangela, Muriel, Nathaly e Vanderleia.
Nossa gratidão nesse dia especial a todas essas mulheres, que são exemplo e praticam o grande ensinamento de Dom Bosco: “Nossa vida é um presente de Deus e o que fazemos dela é o nosso presente a Ele.”
Peçamos a Deus a intercessão de Nossa Senhora Auxiliadora, junto com Santa Maria Domingas Mazzarello, para que possamos ser uma sociedade que espalhe as virtudes femininas, promovendo amor, proteção e respeito à dignidade e à vida de todas as mulheres.
Por: Hédir S. S. Boeira (Educadora)